Caso é investigado pelo DHPP; armas dos policiais e celular da vítima foram apreendidos para perícia

11 out 2026 - 15h26

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- Por: Amanda Lino

Resumo

Policiais militares foram afastados após matarem o jovem Gustavo Munis, de 20 anos, com 27 tiros durante uma abordagem em Moema, São Paulo. A equipe havia sido acionada para conter uma pessoa em sofrimento emocional, mas quatro agentes dispararam 45 vezes alegando ameaça; contudo, a vítima portava apenas um celular. As polícias Civil e Militar investigam o caso por meio de perícias e imagens de câmeras corporais para apurar a responsabilidade dos envolvidos.

Os policiais militares que participaram da ocorrência que terminou com a morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, na região de Moema, zona sul de São Paulo, foram afastados das atividades operacionais. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que também anunciou a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos agentes.

O caso aconteceu na madrugada de sábado, 10, e é investigado pelas polícias Civil e Militar. O registro foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Um jovem de 20 anos foi morto após ser baleado 27 vezes por quatro policiais militares durante uma abordagem na madrugada de sábado, 10.

Foto: Reprodução/Redes Sociais / Estadão

Segundo a SSP, as armas dos policiais envolvidos e o celular de Gustavo foram apreendidos para perícia. As imagens registradas pelas câmeras corporais durante a ação também foram solicitadas para análise.

Em nota, a secretaria afirmou que todos os procedimentos adotados durante e após a ocorrência serão apurados. O órgão acrescentou que não tolera desvios de conduta de seus agentes e que eventuais irregularidades serão punidas com rigor.

Jovem foi atingido por 27 tiros
Gustavo morreu após ser atingido por 27 disparos durante a abordagem policial. Ao todo, quatro agentes efetuaram 45 tiros, segundo informações divulgadas sobre o caso.
A Polícia Militar havia sido acionada para atender a uma ocorrência envolvendo um homem que estaria em sofrimento emocional e ameaçando tirar a própria vida.
De acordo com a versão dos policiais registrada no boletim de ocorrência, Gustavo teria corrido ao perceber a chegada da equipe e, posteriormente, feito um movimento interpretado pelos agentes como uma ameaça. O objeto encontrado com ele era um celular Samsung. Não houve registro de apreensão de arma de fogo com o jovem.
As circunstâncias da abordagem, a sequência dos disparos e a atuação dos policiais serão analisadas no decorrer das investigações. O afastamento dos agentes das atividades operacionais é uma medida administrativa enquanto o caso é apurado e não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.
A análise das imagens das câmeras corporais e dos laudos periciais deverá contribuir para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
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