Quando se fala em gordura na barriga, a maioria pensa naquela dobrinha que dá para apertar com os dedos. Só que a mais preocupante mora mais para dentro, ficando escondida. Ela se chama gordura visceral. Leia também Vida & EstiloCâncer de mama: como a alimentação pode ajudar no tratamento da doença Claudia MeirelesCardiologista explica como as gorduras boas e ruins afetam o coração Vida & EstiloGordura abdominal: nutri lista alimentos que podem “causar barriga” Claudia MeirelesNutri cita os 5 peixes com maior teor de gordura e os benefícios do consumo O que é a gordura visceralO corpo guarda gordura em dois lugares principais. A subcutânea fica logo abaixo da pele, nas coxas, nos braços e no famoso pneuzinho. A visceral se acomoda dentro do abdômen, em volta do fígado, do estômago e dos intestinos.Pense assim: a subcutânea é um casaco pesado vestido por cima do corpo. A visceral é entulho acumulado dentro do motor do carro, grudado nas peças que fazem tudo funcionar.8 imagensFechar modal.1 de 8O bem-estar é fundamental para uma vida plena e satisfatóriaGetty Images2 de 8Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociaisGetty Images3 de 8Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudávelGetty Images4 de 8Praticar atividade física é essencialGetty Images5 de 8 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e felizGetty Images6 de 8O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sonoGetty Images7 de 8Pessoas com bem-estar emocional tendem a desenvolver relações interpessoais mais satisfatóriasGetty Images8 de 8Uma alimentação saudável, rica em nutrientes e equilibrada, fornece ao corpo os elementos necessários para um funcionamento adequadoGetty ImagesPor que ela preocupaEssa gordura não fica parada. Ela libera substâncias inflamatórias no sangue e manda gordura direto para o fígado. Com o tempo, a insulina perde eficiência, o colesterol se desregula e a pressão sobe, abrindo caminho para diabetes, gordura no fígado, infarto e AVC.Gordura no fígado pode evoluir para cirrosePesquisas recentes com participantes de um grande banco de dados britânico ligaram o excesso dessa gordura ao envelhecimento mais rápido do coração e a um risco maior de demência.Magro por fora, gordo por dentroDá para ter o peso dentro do normal e ainda carregar gordura visceral em excesso. Sedentarismo, ultraprocessados, sono ruim e álcool frequente favorecem o quadro. Na menopausa, a queda do estrogênio também desloca a gordura dos quadris para o abdômen.Por isso, uma comissão internacional publicada na revista The Lancet, em 2025, defendeu que o IMC sozinho não basta para diagnosticar a obesidade.8 imagensFechar modal.1 de 8Faça substituições inteligentes na dieta para emagrecer Getty Images2 de 8Praticar atividade física é essencialPixabay3 de 8Lembre-se: o efeito sanfona desencadeia doenças cardiovasculares e alterações hormonaisTim Platt/Getty Images4 de 8Por isso, procure sempre manter a boa forma Alto Astral/Reprodução5 de 8Se quiser emagrecer, aumente também a ingestão de líquidos, como água, sucos e chásGetty Images6 de 8Evite erros comuns que retardam o emagrecimento Getty Images 7 de 8Como ter noites de sono ruins e treinar demais, o que desgasta o corpo Pixabay8 de 8Veja sinais de que sua dificuldade de emagrecer pode ser hormonal. Perda de peso hormonalGetty Images Como descobrirO teste mais simples e acessível para uma primeira identificação da possível presença de gordura visceral é a fita métrica. Meça a cintura entre a última costela e o osso do quadril, sem encolher a barriga. Pelas referências do Ministério da Saúde, o risco aumenta acima de 80 cm nas mulheres e 94 cm nos homens.Outra regra simples: a cintura deve medir menos da metade da altura. Quem tem 1,60 m deveria ficar abaixo de 80 cm.Como diminuirPrimeiro, um aviso: nenhum exercício específico derrete a gordura da barriga. Não existe emagrecimento localizado. A parte boa é que a gordura visceral costuma ser uma das primeiras a responder quando a rotina muda.Movimente-se com regularidade. Caminhada, bicicleta e musculação ajudam, e o melhor treino é aquele que você mantém;Corte ou evite refrigerantes, sucos de caixinha e doces frequentes;Monte o prato com feijão, verduras, legumes, frutas e boas fontes de proteína;Reduza o álcool. A barriga de chope tem fundamento;Durma bem. Noites curtas aumentam a fome e favorecem o acúmulo de gordura abdominal;Cuide do estresse, porque o cortisol alto por muito tempo também contribui.E as canetas emagrecedoras?Remédios como Ozempic e Mounjaro reduzem a gordura visceral junto com o peso, porém, exigem indicação médica. Sem alimentação ajustada e treino de força, parte do que se perde é músculo, um dos maiores aliados do metabolismo.No fim das contas, vale mais se perguntar “quanto mede a minha cintura?” do que “quanto eu peso?”.(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida






















