O governo da Coreia do Sul contestou as declarações de um chefe de mísseis da Coreia do Norte que colocou em dúvida o sucesso de um teste de armamento hipersônico realizado por Seul. Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, a divergência envolve a aparência externa do equipamento após o lançamento.Jang Chang-ha, diretor-geral da Administração de Mísseis norte-coreana, afirmou que o veículo planador hipersônico (HGV, na sigla em inglês) sul-coreano talvez não tenha alcançado velocidades hipersônicas. Como argumento, ele apontou imagens divulgadas por Seul nas quais a superfície do equipamento não apresentava marcas visíveis de fuligem.A declaração foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA) nesta quinta-feira (15). O teste questionado havia ocorrido na semana anterior.Em resposta, o Ministério da Defesa sul-coreano afirmou que o equipamento conta com tecnologia avançada de proteção térmica. De acordo com a pasta, a ausência de fuligem na parte externa não significa que o veículo tenha deixado de atingir as condições de voo hipersônico.O governo de Seul também informou que pretende continuar aperfeiçoando as tecnologias necessárias para transformar o sistema em um recurso militar operacional.O lançamento foi apresentado publicamente pela Casa Azul, sede da Presidência sul-coreana, em uma divulgação considerada incomum para um programa de desenvolvimento de capacidades militares estratégicas do país.Segundo as informações divulgadas na ocasião, o ensaio teve como objetivo avaliar diferentes componentes do veículo, incluindo materiais capazes de suportar temperaturas extremas, sistemas de orientação e controle e a capacidade de realizar manobras em condições irregulares, especialmente em baixas altitudes.Veículos planadores hipersônicos são projetados para alcançar velocidades superiores a cinco vezes a velocidade do som e realizar manobras durante o voo. Essas características podem dificultar a detecção e a interceptação por sistemas convencionais de defesa antimísseis.O teste ocorreu em um momento de agravamento das tensões entre as duas Coreias. Na ocasião, uma explosão de mina terrestre na região de fronteira feriu três sul-coreanos, aumentando as preocupações com a segurança na área.A península coreana permanece dividida desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953, encerrada por um armistício, e não por um tratado de paz. Desde então, os dois países mantêm uma relação marcada por disputas militares e políticas.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp











