Em Madri, Paulina se aproximou do carro 11 usando um vestido curto e a FIA considerou que ato descumpre norma de segurança

14 set 2026 - 17h43

(atualizado às 17h47)

Compartilhar

- Por: Redação Terra

Paulina de vestido no 'pit lane'

Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma situação peculiar envolveu Sebastián Montoya, piloto colombiano da PREMA Racing e filho do histórico Juan Pablo Montoya, durante o fim de semana da Fórmula 2 (F2), em Madri. Sua equipe recebeu uma multa de 500 euros depois que Paulina, irmã do piloto, permaneceu perto do carro número 11 no pit lane sem usar calças compridas.

- Você já nos segue nas redes sociais? O Terra Esportes está presente no Tiktok, no Youtube e no Instagram. Tudo para te manter informado de um jeito diferente e divertido. Siga nosso perfil, curta e compartilhe!

O episódio ocorreu durante a classificação, após um acidente de Montoya que danificou seu monoposto. Os mecânicos começaram a trabalhar no veículo e as câmeras mostraram Paulina perto do carro usando um vestido curto.

Segundo a decisão oficial, a PREMA explicou que Paulina era uma convidada e não fazia parte da equipe operacional. No entanto, a comissão ressaltou que as equipes são responsáveis pelas pessoas que acessam às áreas restritas.

O ponto central foi o artigo 22 do Regulamento Desportivo da F2. A norma estabelece que o pessoal técnico e das equipes deve usar calças compridas no pit lane durante as sessões de treino e as corridas.

A consequência foi apenas financeira. A PREMA recebeu uma multa de 500 euros, enquanto Montoya não perdeu posições e nem teve seus tempos alterados em decorrência do ocorrido.
Repercussão nas redes
A decisão chamou a atenção nas redes sociais. Alguns internautas compartilharam imagens recentes de integrantes de equipes usando bermudas no pit lane e questionaram por que não houve uma punição semelhante naquelas situações.
No entanto, várias dessas imagens são da Fórmula 1 (F1), e não da F2. O artigo utilizado pelos comissários pertence especificamente ao regulamento desportivo da F2, que exige o uso de calças compridas pela equipe durante as atividades na pista.
A discussão também chegou a integrantes do meio desportivo. Calum Nicholas, ex-mecânico da Red Bull na F1, questionou publicamente a regra e apontou justamente essa diferença.
Nicholas observou que, na categoria principal, as equipes podem usar bermudas mesmo durante os treinos e questionou por que existe uma exigência diferente. Seu comentário gerou respostas de usuários que defenderam a medida por questões de segurança em uma área de trabalho.
A obrigatoriedade também não surgiu pela primeira vez em Madri. Documentos oficiais da FIA de 2025 já lembravam, para a F2, que o artigo correspondente exigia calças compridas no pit lane durante treinos e corridas.
A resposta de Paulina Montoya
Paulina encarou a repercussão com bom-humor e publicou no Instagram uma imagem de Madri, na qual aparecia de calça comprida, acompanhada da frase em inglês "appropriate attire" (traje apropriado), em referência ao ocorrido.
A punição, portanto, não se deveu simplesmente ao fato de a irmã de Montoya estar usando um vestido curto, mas sim ao local onde ela se encontrava durante uma sessão oficial. Para os comissários, a condição de convidada dela não isentava a PREMA da responsabilidade pelo acesso a uma área reservada.
Assim, um episódio sem consequências esportivas acabou figurando entre as situações mais curiosas do fim de semana em Madri. Sebastian continuou sua participação na F2, enquanto sua equipe foi obrigada a pagar os 500 euros estabelecidos pelo comissão.
No aspecto esportivo, Montoya terminou em 13º lugar na corrida principal de Madri. O colombiano completou as 31 voltas com a PREMA e cruzou a linha de chegada a 37,629 segundos do vencedor, Dino Beganovic, que triunfou à frente de Alex Dunne e Ritomo Miyata.
Fonte: Portal Terra
Compartilhar
TAGS
Automobilismo Esportes

