Histórico inclui aluguel milionário com dirigente da Transwolff, doações eleitorais ao antigo DEM e quebra de sigilo fiscal

17 set 2026 - 09h30

(atualizado às 10h19)

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- Por: Portal Terra

Resumo

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, foi citado em investigações sobre a atuação do PCC no transporte coletivo, envolvendo contratos imobiliários, doações eleitorais e quebra de sigilo fiscal, enquanto nega irregularidades.

Milton Leite foi vereador de São Paulo por sete mandatos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos.

Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, acumula menções em inquéritos sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo municipal. Os registros envolvem contratos imobiliários, depoimentos ao Ministério Público e repasses partidários.

A presença do político nas apurações ganhou projeção em 2024, durante as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado sobre a infiltração da facção criminosa nas concessionárias da capital paulista.

Qual foi a suspeita sobre o contrato imobiliário da Neumax?

A construtora Neumax, de propriedade de Milton Leite e de seus filhos, figurou como recebedora de repasses mensais de R$ 812 mil da empresa de transporte Transwolff. O valor seria correspondente à locação de um conjunto industrial e de um terreno na Capela do Socorro, na Zona Sul paulistana.

O contrato previa vigência de janeiro de 2022 a dezembro de 2026 e contava com a assinatura de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, presidente da concessionária e acusado de integrar o crime organizado. Conforme divulgado pelo portal UOL, a construtora acumulou cerca de R$ 20 milhões até agosto de 2024. A assessoria da Presidência da Câmara Municipal declarou ao Terra que o acordo nunca esteve em vigor e classificou os valores divulgados como mentirosos.
Como ocorreram as doações eleitorais ao antigo DEM?
Investigados pelo Ministério Público destinaram R$ 210 mil ao diretório municipal do Democratas nas eleições municipais de 2020, quando o órgão partidário era comandado pelo próprio Milton Leite. Os registros do Tribunal Superior Eleitoral indicam contribuições de sócios e diretores ligados ao setor de transporte por ônibus.
Os valores doados por integrantes da cúpula da Transwolff foram distribuídos a candidaturas a vereador da legenda. Na ocasião, Leite informou por meio de nota oficial que as contribuições foram feitas dentro da legalidade, devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Por que a Promotoria quebrou o sigilo do parlamentar?
O Ministério Público de São Paulo obteve na Justiça a quebra do sigilo fiscal do político em 2023 para apurar uma suposta participação nos delitos atribuídos à diretoria da Transwolff. Além da medida patrimonial, os promotores listaram o ex-vereador como testemunha formal nas ações penais derivadas da Operação Fim da Linha. O político reiterou que possui três décadas de vida pública sem processos e que se colocava à disposição das autoridades judiciais.
Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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