Mirelle Pinheiro

Operação Ligna Ficta foi deflagrada nesta terça (20/10), em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, para cumprir mandados de busca e apreensão

Letícia Guedes
20/10/2026 08:50
Divulgação/PF
Nesta terça-feira (20/10), a Polícia Federal (PF) deflagrou operação para investigar a atuação de um grupo suspeito de comercializar e transportar madeira nativa ilegalmente e de fraudar os sistemas oficiais de controle florestal.
As investigações começaram após a apreensão, em Barra do Garças (MT), de um caminhão carregado com cerca de 52 metros cúbicos de jatobá, sem o Documento de Origem Florestal (DOF) e com nota fiscal que descrevia produto diverso do transportado.
A apuração da PF permitiu identificar o modo de atuação do grupo. Segundo a corporação, madeireiras localizadas em Goiás e Minas Gerais atuavam de forma coordenada na negociação, no financiamento do transporte e na comercialização da madeira.
Foi identificada, ainda, a utilização de créditos florestais sem correspondência física de madeira, além da abertura sucessiva de empresas para dar continuidade às atividades ilegais.
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Durante a ação, batizada de Operação Ligna Ficta, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barra do Garças (MT), nas cidades de Barro Alto (GO) e Unaí (MG).
Os materiais apreendidos durante o cumprimento das medidas judiciais serão submetidos à análise pericial e examinados pelos investigadores.
A PF afirmou que o objetivo da operação é delimitar a participação de cada investigado e identificar fornecedores, compradores e a origem da madeira comercializada.


