Belo Horizonte – Minas Gerais ganhou três novos reconhecimentos para seu patrimônio cultural nesta quinta-feira (22/10). O Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o registro das expressões do samba e dos modos de fazer cachaça de alambique como patrimônios imateriais, além do tombamento da Casa de Dona Beja, em Araxá, no Alto Paranaíba.As decisões foram tomadas em reunião no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e buscam preservar tradições populares, conhecimentos transmitidos entre gerações e construções ligadas à história mineira.Samba mineiro ganha reconhecimentoO registro do samba valoriza a diversidade da manifestação cultural no estado e sua relação com a resistência e a identidade afro-mineira. Atualmente, Minas Gerais tem 246 grupos de samba cadastrados.Raimundo Nonato da Silva, coordenador do coletivo de sambistas Mestre Conga, que solicitou a elaboração do dossiê para o reconhecimento, classificou a decisão como uma conquista histórica.“Hoje, é reconhecido como patrimônio cultural. Isso é uma vitória para os sambistas”, afirmou.Cachaça de alambique terá saberes preservadosO reconhecimento dos modos de fazer cachaça de alambique busca valorizar técnicas tradicionais e os produtores que mantêm a atividade em Minas Gerais.O estado lidera a produção nacional da bebida artesanal, com volume estimado em 13,5 milhões de litros por ano. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), são 630 alambiques registrados.O estado lidera a produção nacional da bebida artesanal, com volume estimado em 13,5 milhões de litros por anoSara Regina Santana Santos, integrante de uma família que produz a cachaça Guaraciaba há 62 anos, destacou que a medida pode ampliar a valorização da bebida e das famílias que vivem da atividade. Leia também Minas GeraisFim de semana em BH tem samba na Praça Sete, festival com funk e teatro Minas GeraisExpocachaça vai reunir cerca de 250 expositores em Minas Gerais Minas GeraisImagem de santa chutada em igreja de MG é patrimônio cultural do século 18 Minas GeraisMG: quilombo Manzo passa por reforma para preservar patrimônio Casa de Dona Beja é tombada em AraxáO terceiro reconhecimento aprovado pelo Conep foi o tombamento da Casa de Dona Beja, também conhecida como Pensão Tormim. O imóvel está ligado à história de Anna Jacintha de São José, figura marcante de Araxá no século 19.Casa Dona Beja em Araxá-MGConstruída entre as décadas de 1820 e 1830, a edificação preserva características da arquitetura urbana daquele período. Dona Beja teve influência social, econômica e política e ficou conhecida por desafiar os padrões morais de sua época.Segundo a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, as três decisões contribuem para preservar a memória e as tradições de Minas Gerais.

patrimônio cultural de Minas Gerais
patrimônio cultural de Minas Gerais · Imagem: Filipe Natanael / Secult
cachaça pinga Minas Gerais
cachaça pinga Minas Gerais · Imagem: O estado lidera a produção nacional da bebida artesanal, com volume estimado em 13,5 milhões de litros por ano
Samba, cachaça e Casa de Dona Beja viram patrimônio cultural em MG
Samba, cachaça e Casa de Dona Beja viram patrimônio cultural em MG · Imagem: Source: www.metropoles.com
Samba, cachaça e Casa de Dona Beja viram patrimônio cultural em MG
Samba, cachaça e Casa de Dona Beja viram patrimônio cultural em MG · Imagem: Source: www.metropoles.com
Samba, cachaça e Casa de Dona Beja viram patrimônio cultural em MG
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Samba, cachaça e Casa de Dona Beja viram patrimônio cultural em MG · Imagem: Source: www.metropoles.com
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Samba, cachaça e Casa de Dona Beja viram patrimônio cultural em MG · Imagem: Source: www.metropoles.com