Representantes jurídicos das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não chegaram a um consenso sobre os critérios para definir quando canais e perfis de apoiadores devem ser registrados como meios oficiais de propaganda eleitoral. Os representantes vão consultar as coordenações políticas e as equipes de internet para tentar chegar a um entendimento. Se não houver acordo, a questão poderá ser submetida ao plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).A discussão ganhou destaque após decisões do TSE sobre o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).Nesta semana, Nunes Marques reuniu membros das equipes de Flávio e Lula para debater a crescente judicialização após o primeiro turno. Segundo o R7 apurou com pessoas que participaram das discussões, as equipes reconheceram que os canais considerados oficiais precisam ser registrados na Justiça Eleitoral, mas não concordaram sobre os critérios que devem determinar quando essa obrigação se aplica a perfis administrados por terceiros.Entre domingo (11) e terça-feira (13), o TSE proferiu uma série de decisões divergentes sobre o funcionamento do canal administrado por Janones.No domingo (11), Nunes Marques chegou a determinar a suspensão do canal por disseminar supostas “afirmações inverídicas”. Ele acatou pedido de Flávio Bolsonaro.Horas depois, o corregedor do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, contrariou Nunes Marques e liberou o funcionamento do canal.Na segunda (12), Nunes Marques solicitou uma análise sobre o conteúdo do canal a uma área técnica do TSE e recebeu um retorno de que não tinham sido encontradas publicações com conteúdo falso.Na terça-feira, Nunes Marques voltou a suspender o canal e fez novas exigências à campanha de Lula e à Meta, empresa dona do WhatsApp. Horas depois, o corregedor do TSE voltou a pedir julgamento “urgente” do caso no plenário da Corte.A campanha de Lula cumpriu uma exigência imposta pelo presidente do TSE e registrou o canal na Justiça Eleitoral. Nunes Marques reconheceu a providência, mas manteve a determinação de que o espaço respeitasse um intervalo de 48 horas antes de voltar a funcionar. O canal tem previsão de voltar a funcionar nesta quinta-feira (15), por volta das 13h.A controvérsia também envolve o canal “Tropa do Flávio”, administrado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Após as decisões que atingiram o canal ligado a Janones, a campanha de Lula pediu ao TSE a suspensão do espaço associado à candidatura de Flávio, alegando que ele também deveria se submeter às regras aplicadas ao canal petista.🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲







