Um estudo internacional da AirHelp, líder global em assistência a passageiros aéreos, mostra um aumento na proporção de pedidos de indenização elegíveis por atrasos e cancelamentos de voos inicialmente rejeitados pelas companhias aéreas. Entre os pedidos rejeitados indevidamente pelas empresas, a taxa subiu de 52% em 2024 para 58% em 2025. Os dados abrangem diversos mercados, incluindo o Brasil.A falta de resposta é o motivo mais comum entre as rejeições consideradas indevidas: em 31% desses casos, as companhias aéreas simplesmente ignoram o pedido. Alegações sem comprovação de condições meteorológicas adversas representam outros 25%. Juntas, essas duas situações correspondem a 56% das rejeições indevidas analisadas.O estudo examinou pedidos de indenização elegíveis processados pela AirHelp em 2025, com base nas respostas iniciais das companhias aéreas. A análise abrange regulamentações da União Europeia, do Reino Unido, do Brasil, da Turquia e da Arábia Saudita, além de outros instrumentos jurídicos, incluindo a Convenção de Montreal. Como a AirHelp continua a dar andamento aos pedidos inicialmente rejeitados sem justificativa, alguns deles podem ser posteriormente aceitos após a apresentação de provas adicionais.De acordo com as regras aplicáveis a cada caso, as companhias aéreas podem ser dispensadas do pagamento de indenização se demonstrarem circunstâncias que as isentem de responsabilidade. O estudo identifica casos em que os pedidos são ignorados, rejeitados sem explicação ou negados com base em alegações não sustentadas por provas.“Na prática, uma resposta negativa — ou a ausência de resposta — pode desencorajar os passageiros a buscar seus direitos e tornar o processo mais burocrático e complexo. O aumento de 52% para 58% em apenas um ano ilustra a dimensão do problema e as dificuldades que os consumidores enfrentam para obter a indenização a que têm direito”, afirma Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil. “É inaceitável que quase um terço das rejeições indevidas envolva pedidos simplesmente ignorados pelas companhias aéreas. Quando uma empresa alega circunstâncias que a isentariam de responsabilidade, deve apresentar provas que sustentem essa justificativa”, acrescenta.Na análise da AirHelp, uma rejeição indevida é a recusa inicial de um pedido considerado elegível para indenização. Em 2025, apenas 42% dos pedidos elegíveis foram aceitos na primeira resposta, em comparação com 48% em 2024. Uma rejeição inicial não significa necessariamente que o pedido será negado em definitivo.Além dos pedidos sem resposta e das alegações não comprovadas de mau tempo, as companhias aéreas atribuem atrasos e cancelamentos a restrições do controle de tráfego aéreo sem apresentar provas (11% das rejeições indevidas). Em outros 10% dos casos, os pedidos são negados sem qualquer explicação. Juntos, os quatro principais motivos representam 77% das rejeições indevidas. Principais motivos de rejeição em 2025Participação no total de rejeições indevidas identificadas pela AirHelp.









