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A presidente da Costa Rica, Laura Fernández, inaugurou na quarta-feira, 14, uma prisão de segurança máxima inspirada na megaprisão de El Salvador, símbolo da guerra contra as gangues liderada pelo presidente salvadorenho, Nayib Bukele, e alvo de críticas de organizações de defesa dos direitos humanos.

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O Centro de Alta Contenção contra o Crime Organizado (Cacco), para onde os primeiros detentos serão transferidos no fim do mês, está localizado dentro do complexo penitenciário La Reforma, em San Rafael de Alajuela, a cerca de 20 quilômetros de San José.

Composto por cinco pavilhões - cada um com 17 celas de 90 metros quadrados e capacidade para 60 presos -, o presídio poderá abrigar 5,1 mil detentos. Os presos terão apenas uma hora diária de exposição ao sol, não poderão ter objetos pessoais, usarão uniformes laranja e estarão submetidos a um regime de visitas altamente restritivo.

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Centro de Alta Contenção contra o Crime Organizado (Cacco) poderá abrigar 5,1 mil detentos. Foto: Ezequiel Becerra/AFP

No corredor de um dos pavilhões, entre fileiras de celas, Laura apresentou o presídio como uma demonstração de sua política dura contra o crime, especialmente o narcotráfico, que tem impulsionado a violência no país, considerado durante décadas um dos mais seguros da América Latina.

“Estamos marcando um antes e um depois na Costa Rica em matéria de segurança penitenciária e segurança nacional”, disse a presidente. “Vamos exercer mão firme porque ‘quem faz, paga’.”
Laura viajará na sexta-feira, 16, para El Salvador para conhecer o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), a megaprisão de Bukele. O presidente salvadorenho participou em janeiro do lançamento das obras do projeto costarriquenho, e seu governo colaborou com o modelo.
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Opositores e ativistas sociais criticam o fato de a Costa Rica, internacionalmente reconhecida pelo respeito aos direitos humanos, adotar um modelo de segurança semelhante ao de El Salvador, que, segundo um grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), resultou em crimes contra a humanidade.
A guerra contra as gangues promovida por Bukele é sustentada por um regime de exceção que permite detenções sem ordem judicial. Em quatro anos, cerca de 93 mil pessoas foram presas.
De acordo com a organização humanitária salvadorenha Socorro Jurídico, um terço dos detidos é inocente, e mais de 500 pessoas morreram sob custódia do Estado./Com informações da AFP
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