Paloma Jorge Amado (Praga, 1951) é uma psicóloga clínica e escritora brasileira. É filha dos também escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, e foi presidente da Fundação Casa de Jorge Amado entre 2001 e 2003. Casou-se duas vezes e teve duas filhas.

Biografia Nascida em Praga, durante o exílio dos seus pais (Jorge Amado era deputado do PCB, colocado na ilegalidade durante o governo Gaspar Dutra), conta que teve dois padrinhos ilustres: Pablo Neruda e Nicolás Guillén.

Infância Paloma Amado viveu na Tchecoslováquia com a família até os dez meses de idade, quando retornaram ao Brasil para viver no Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana. Ali, ela e o irmão, João Jorge Amado, estudaram em escolas públicas, algo que mantiveram ao se mudarem para a Bahia e lá cursar o colegial. De sua infância no Rio de Janeiro, a escritora recorda que a casa da família era frequentada por "pessoas muito importantes", como João Gilberto, Vinicius de Moraes, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre (durante a passagem do casal pelo Brasil em 1960), e Mãe Senhora, ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. Antes da chegada da mãe de santo, Jorge Amado disse aos filhos que iriam receber a visita de uma pessoa muito importante, "como se fosse o Papa" para os católicos.

Adolescência Em 1963, Jorge Amado vendeu os direitos cinematográficos de Gabriela, Cravo e Canela para a Metro-Goldwyn-Mayer, e com o dinheiro recebido, comprou a casa do Rio Vermelho, em Salvador, hoje mais conhecida como a "Casa do Rio Vermelho", convertida em memorial à lembrança de seus antigos moradores. Paloma Amado estudou no Colégio Estadual Manoel Devoto, onde ela e o irmão envolveram-se com política estudantil; quando veio o golpe militar de 1964, a direção do colégio proibiu esse tipo de atividade na instituição. Durante esse período, a casa do Rio Vermelho converteu-se num ponto de encontro da juventude soteropolitana, que se reunia para organizar atividades e passeatas contra a ditadura militar. Jorge Amado, contudo, lembrando da repressão durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, proibia a confecção de cartazes e materiais "comprometedores" em sua residência. Aos 19 anos, a escritora retornou ao Rio de Janeiro, onde em 1976 se formou em psicologia clínica pela PUC-RJ. Ali, teve suas filhas, Mariana e Cecília.

Trajetória profissional Servidora federal concursada, Paloma Amado trabalhou na campanha à presidência da república de Tancredo Neves e José Sarney. Continuou a trabalhar com Sarney até que foi aprovada para um cargo na Unesco, e viu-se exonerada pelo presidente Fernando Collor. Ela trabalhou na organização internacional por muitos anos, na França, e ao retornar para o Brasil preferiu não entrar com um processo pela demissão, para priorizar o cuidado com a saúde do pai, que havia sofrido um infarto na época.

Homenagens Foi a Personalidade Literária do Flipoços 2026 (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas).

Publicações A comida baiana de Jorge Amado (Maltese, 1994) O ABC do amor de Zélia e Jorge (Maltese, 1995) O livro de delícias de Fadul Abdala (Companhia das Letras, 1997) As frutas de Jorge Amado (Companhia das Letras, 1997) O tempero da Dadá (Corrupiu, 1998) Rua Alagoinhas 33, Rio Vermelho (Fundação Casa de Jorge Amado, 1999) Tio Tomás (P55, 2010)

Referências

Ligações externas «Palestra: "Nos 20 anos da morte de Jorge Amado", com a escritora Paloma Amado - AML». Portal Belo Horizonte. 16 de dezembro de 2021. Consultado em 11 de maio de 2026