Neymar vota em SP com a camisa do Santos e é cercado por fãs; assista

Atacante da equipe paulista compartilha sua participação no primeiro turno das eleições em série de vídeos nas redes sociais. Crédito: Imagens: @neymarjr via Instagram

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência no segundo turno das eleições, apresentam propostas distintas para o esporte brasileiro. Enquanto o atual presidente defende ampliar políticas públicas de financiamento e formação esportiva, o senador propõe reduzir a dependência de recursos públicos com aumento da participação da iniciativa privada, além de impedir que mulheres trans disputem competições femininas.

Além da verificação dos planos de governo, ambas as campanhas foram contatadas pela reportagem do Estadão para que pudessem detalhar ou incluir propostas. Nenhuma respondeu no prazo solicitado. Se houver retorno, o texto será atualizado.

Candidatos dividem propostas entre formação e amparo ao alto rendimento. Foto: Wander Roberto/COB

Lula: Universidade do Esporte e ampliação do Bolsa-Atleta

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O presidente Lula prevê implementar a Universidade do Esporte, proposta do governo federal aprovada pelo Congresso Nacional em julho. O projeto é de uma instituição pública federal de ensino superior dedicada exclusivamente ao ensino, pesquisa, extensão e inovação na área científica do esporte para “formar quadros técnicos e democratizar o acesso ao esporte”. A sede será em Brasília, com possibilidade de expansão para outros estados.

É prevista uma nova ampliação do Bolsa-Atleta. O projeto teve, em 2024, o primeiro reajuste desde 2004 e bateu o recorde de 11 mil contemplados em 2026. “Vamos continuar ampliando e fortalecendo o programa, além de manter o patrocínio das empresas estatais para assegurar que, no próximo ciclo olímpico e paralímpico, avancemos ainda mais na conquista de bons resultados e medalhas”, diz um trecho do plano.

Lula defende investimento público na formação, como a Universidade do Esporte, e no alto rendimento, com Bolsa-Atleta. Foto: Wilton Junior/Estadão

O projeto petista destaca ainda feitos do atual mandato de Lula. É apontada a reconstituição do Ministério do Esporte, dissolvido no primeiro mês do mandato de Jair Bolsonaro, em 2019. Também é citada a Lei Geral do Esporte, publicada em 2023 a partir de projeto da então senadora e medalhista olímpica Leila Barros (PDT-DF).

O novo texto unificou legislações. Vetos presidenciais mantiveram independentes a Lei Pelé e a Lei de Incentivo ao Esporte. Essa última funciona com deduções do Imposto de Renda e se tornou permanente em 2025, o que também é apresentado como plano de continuidade pelo petista.

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O plano menciona ainda a realização e suporte à Copa do Mundo Feminina, que ocorre no País em 2027. Além do esporte de alto rendimento, Lula cita a continuidade do Arenas Brasil, projeto de espaços esportivos multiusos em municípios por meio do Novo PAC, que previu R$ 390 milhões para espaços esportivos comunitários.

Flávio Bolsonaro: financiamento privado da escola ao alto rendimento e veto a mulheres trans
O esporte é um dos setores em que Flávio Bolsonaro prevê “romper com a dependência do dinheiro público”. O plano propõe ampliar a participação da iniciativa privada no financiamento esportivo, do alto rendimento (sem citar diretamente o Bolsa-Atleta) ao esporte escolar.
“Vamos trazer a iniciativa privada para o patrocínio, em parceria com clubes, faculdades e universidades. Vamos incentivar o uso de tecnologia e ciência de dados por meio de editais para confederações e clubes, e fortalecer a preparação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos com foco em eficiência e parceria com o setor privado”, diz um trecho.
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Flávio Bolsonaro quer que esporte não 'dependa do dinheiro público' e aponta intenção de detectar talentos paralímpicos desde a base. Foto: Wilton Junior/Estadão
Bolsonaro menciona o paradesporto também ao projetar “detecção de talentos paralímpicos desde a base, tratando o paradesporto como via de reabilitação, inserção profissional e superação”.
O senador não detalha, mas prevê “assegurar” que mulheres trans não disputem campeonatos femininos. O plano fala em confederações internacionais que reviram suas regras sobre o tema, considerando o que chama de “vantagens de atletas trans mesmo após tratamento hormonal”.
Fora do alto rendimento, Flávio Bolsonaro sugere o “Programa Escola de Campeões”. O projeto teria como base parcerias público-privadas para fomentar o esporte competitivo nas escolas, com times escolares, treinos no contraturno e competições municipais e estaduais.
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Fim das bets gera divergência entre presidenciáveis
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A medida provisória assinada pelo presidente Lula para proibir as bets afeta o financiamento do esporte brasileiro, especialmente os patrocínios a clubes de futebol. O alcance da medida e seus efeitos ainda estão sujeitos à tramitação no Congresso Nacional.
O texto já recebeu mais de 50 emendas. Algumas propõem proibir os cassinos online, mas manter as apostas esportivas, sob o argumento de que as empresas do setor são importantes financiadoras do esporte brasileiro.
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Flávio, que deve votar a pauta no Senado, evita revelar seu voto, mas criticou a MP recentemente. “Ele agrediu a segurança jurídica, agrediu os clubes, diversas empresas”, disse.
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No Supremo Tribunal Federal (STF), ações de associações do setor pedem a derrubada da MP. Elas têm apoio de clubes como Flamengo, São Paulo, Botafogo e Fluminense. Todos têm acordos com bets. Os patrocínios representaram, em 2025, 7,9% das receitas de toda a Série A do Brasileirão. As empresas ainda aportam valores em competições e nas transmissões televisivas.
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